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Pirapora sedia nova edição do seminário de mogno african!

A Fazenda Atlântica Agro promove, no próximo dia 2 de abril, a terceira edição do Seminário Brasileiro de Mogno Africano. O evento acontece na sede da fazenda em Pirapora (MG) e as inscrições já estão abertas (clique aqui).

Entre as novidades deste ano, o seminário terá uma casa decorada com diversas utilizações do mogno africano. Pela primeira vez também haverá um debate sobre o histórico de preço do mogno africano no mundo e possíveis destinos para os desbates.

“Será um evento bastante dinâmico com tudo o que o público precisa ver sobre o mogno africano: do plantio ao usos mais nobres”, ressaltou Ricardo Tavares, presidente do Grupo Montesanto Tavares e idealizador do projeto.

O seminário conta com o apoio da Associação Brasileira dos Produtores de Mogno Africano (Khaya ivorensis).

3° Seminário Brasileiro de Mogno Africano

02 de abril de 2016, Faz. Atlântica Agro, Pirapora, MG

08h00 – Credenciamento e Café da Manhã

09h00 – Abertura – Ricardo Tavares, Presidente da ABPMA e do Grupo Montesanto Tavares

09h15 – Como produzir uma madeira de qualidade, João Emilio Duarte – Eng. Agrônomo Brasil Terra

10h00 – Início do Circuito Mogno: Visita ao plantio de café com Mogno, Visita ao plantio de mogno K. Ivorensis, 7 anos de idade, Propagação da Cultura através das mudas, Visita ao Viveiro

12h30 – Almoço na Fazenda

13h30 – Abertura da Casa Sede para Visitação: Mostra da decoração da casa com diversas utilizações do mogno africano

14h00 – Debate: 1º Formação de Regionais da ABPMA 2º Histórico do preço do Mogno africano no mundo 3º Desbastes: Possíveis destinos 4º Temas livres

17h00 – Encerramento: Faça seu networking

DVD 2º SEMINÁRIO

ADQUIRA JÁ O DVD DO 2º SEMINÁRIO DE MOGNO AFRICANO

O 2º Seminário de Mogno Africano,  aconteceu nos dias 11 e 12 de abril, em Pirapora, o evento, que contou com a presença de cerca de 550 pessoas, tratou da espécie Khaya ivorensis, suas formas de plantio e vantagens.

Quem foi ao evento prestigiou seis palestras, que abordaram desde o cultivo até o mercado para a venda do mogno. O seminário contou com uma visita guiada à fazenda Atlântica, para mostrar todos os processos para o plantio de mogno africano e os cuidados que se deve ter com essa madeira, e uma apresentação exclusiva da Sinfônica Jovem de Pirapora para os participantes, realizada de dentro do barco Benjamin Guimarães, o único no mundo que é movido à lenha. Além de conferir em primeira mão, os móveis feitos com o primeiro corte da madeira em Pára, Belém, produzidas por empresas da área moveleira com um belíssimo toque de design  são elas: Móveis Brasil, Hermes Ebanesteria, M Studio D e VM Studio.

Você que não conseguiu ir ao evento ou você que participou, mas, quer guardar em casa cada detalhe das palestras e do dia de campo, a ABPMA está disponibilizando o DVD completo do 2º Seminário, por um valor simbólico de apenas R$50.00 – com frete incluso – , caso você queira adquirir, entre em contato no telefone (31) 3308-6221 ou mande um e-mail para dayane@abpma.org.br

 

DVD 2º SEMINÁRIO

Como plantar?

Viveiro - Atlântica Agro

Viveiro de Fazenda associada: Fazenda Atlântica Agro.

Pode parecer simples, mas o plantio correto do mogno africano garante que as mudas irão se desenvolver da melhor maneira possível. Da preparação do solo até o crescimento da planta, tudo deve ser observado com a maior atenção. Veja abaixo dicas simples que garantem o sucesso da sua plantação.

O preparo do solo

– Atentar-se para a redução da competição por ervas daninha.

– Melhorar as condições físicas do solo.

– O preparo do solo pode ser realizado em faixas ou em área total. Porém o preparo do solo em área total, embora diminua o custo inicial de implantação promove ganhos indiretos em longo prazo, justificando o investimento.

– Para corrigir o solo, pode-se utilizar de 2,5 Kg a 3 Kg de calcário dolomítico e 600 Kg a 700 Kg de gesso/h, conforme o resultado da análise do solo e receituário agronômico.

Subsolagem

É rompimento da camada superficial do solo, o que possibilita o aumento, a sobrevivência e o crescimento das mudas uma vez que propicia o alcance das raízes a maiores profundidades, alem de promover menor exposição do solo, reduzindo perdas por erosão. Por ser uma operação que revolve o solo em profundidade, neste momento aproveita-se para realizar a adubação fosfatada.

Preparo das covas

– Pode ser aplicado 5 litros de esterco de galinha ou 10 litros de esterco bovino, 250 gr. de MAP e 150 gr. de termofosfato.

– Deve-se misturar bem o adubo com a terra para evitar alta concentração do mesmo em determinadas áreas.

– A cova precisa ser de no mínimo 50 cm x 50 cm x 50 cm, e depois de preparada, deve esperar 5 dias para plantar, pois o esterco precisa estabilizar.

Irrigação

Na fazenda Atlântica Agropecuária LTDA, cada planta recebe 10 litros de água por dia. Entretanto, como o sistema é por gotejamento, o ideal é que se forneça 40 litros de água a cada 4 dias.

– Para cada região há um projeto, portanto um técnico especializado deve ser contratado.

Fertirrigação

– Aplicação simultânea de fertilizantes e água, por meio de um sistema de irrigação.

– É uma das maneiras mais eficientes e econômicas de aplicar fertilizante às plantas.

– Nas condições de solo da Fazenda Atlântica LTDA a quantidade aplicada de adubo é de 270 Kg/ha de Nitrogênio, 270 Kg/ha de K2O e 90 Kg/ha de P2O5 , além de micronutrientes. Toda a adubação é parcelada em 12 vezes ao ano.

Plantio

Recomenda-se o espaçamento de 6m x 6m, pois é mais promissor no volume/ha e possui maior rendimento de madeira serrada.

– Após a marcação das covas, as mudas devem ser distribuídas manualmente em cada cova, em seqüência, chegando terra até a altura do colo da planta.

Pragas e Doenças

– Formigas e abelhas arapuá atacam árvores quando ainda são jovens.

– Na fase adulta tem ocorrido em algumas árvores a incidência do cancro, provocado por fungos, que causa lesões na casca do tronco. Se detectada a doença é preciso retirar à parte machucada e aplicar um fungicida a base de cobre.

Desbrota

– A desbrota é necessária aos plantios florestais quando se deseja obter toras de diâmetros elevados ao final da rotação.

– O objetivo é eliminar também árvores mal formadas, tortas, bifurcadas e doentes, mesmo que apresentem dimensões elevadas.

– Deve-se evitar a retirada de grupos de árvores e  procurar manter uma distribuição uniforme de espaçamento entre as  árvores remanescentes, evitando formação de clareiras e o crescimento de plantas invasoras entre as árvores.

Semente ou clone?

De acordo com o engenheiro agrônomo, João Emílio Dutra Matias, os clones tem registrado um arranque maior, ou seja, crescem mais que as sementes inicialmente. Isso se explica devido ao fato dos clones já terem todos os nutrientes necessários para seu desenvolvimento. Leandro Matias ressalta que nunca optaria por um ou outro. “Não faria uma floresta apenas com clones ou sementes. Acho um meio a meio mais viável. O desempenho deles varia de acordo com o tipo de solo, irrigação, clima de região. Além disso, baseamos nossas observações em apenas três anos, já que começamos a plantar clones somente recentemente”, afirma.

Preço

O preço da semente de mogno africano hoje está em R$ 4 acima de cinco mil mudas. Já os clones são comercializados a R$ 5. Segundo Ricardo Tavares, uma das provas de que o produtor rural está visualizando boa rentabilidade no longo prazo vem justamente da venda de mudas: só ano passado a Atlântica Agro um de nossos associados, comercializou mais de 400 mil.