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Raiz de mogno Casa Pat

ABPMA na Casa Vogue – O luxo de viver em Minas Gerais

O luxo de viver em Minas Gerais

Peças vintage valorizam a cultura local

11/05/2015 | POR CRISTINA DANTAS; FOTOS FILIPPO BAMBERGHI

Casa Vintage em Belo Horizonte (Foto: Filippo Bamberghi)

“O passado, como a Terra vista do espaço, é sempre azul”, constatou um saudoso Otto Lara Resende, escritor mais que mineiro, mineiríssimo. De todos os estados, Minas talvez seja o único ao qual cabe aplicar à sua gente tal superlativo – suas raízes parecem estar sempre evidentes, acima do solo.

Casa Vintage em Belo Horizonte (Foto: Filippo Bamberghi)

Mas falávamos do passado, tão presente neste apartamento do arborizado bairro de Lourdes, em Belo Horizonte. O mobiliário brasileiro de várias épocas se mescla à arte popular mineira, aquela que não tem idade, para formar, com pitadas de ícones do design internacional, um espaço feliz no astral e na estética. É feliz também a sua situação espacial, no térreo de um prédio dos anos 1960, uma obra de arte da época em que se fazia desse pavimento o que é hoje a cobertura:uma área ao ar livre.

Casa Vintage em Belo Horizonte (Foto: Filippo Bamberghi)

No imóvel de 420 m² e quatro suítes, a moradora vivia com marido, filho e enteada havia alguns anos, quando resolveu dar corpo ao seu maior desejo – construir nessa vasta área uma sala de jantar com cozinha. Para isso contaria coma ajuda da amiga Juliana Vasconcellos, que divide o escritório Vasconcellos Maia Arquitetos Associados com Matheus Amanthéa e Carlos Maia.

Casa Vintage em Belo Horizonte (Foto: Filippo Bamberghi)

“Ela adora casa cheia,” entrega Juliana, “vive encontrando pretextos para chamar os amigos”. Assim, a arquiteta foi encarregada de construir a nova ala que abrange cozinha e sala de jantar, totalmente aberta para os exteriores, também remodelados, e renovar a sala já existente, que faz um“L” com a parte nova. Terminada a obra, entraram em cena as peças do passado, muito bem dirigidas, sem emprestar à cenografia uma data específica, mas tornando-a atemporal e instigante. E brasileiríssima, mesmo quando se unem ao conjunto indisfarçáveis aparadores italianos. Trabalhar tantos elementos exigiu de Juliana o máximo de sutileza. “Queria fazer um mix, mas sem deixar o ambiente pesado”, diz.

Casa Vintage em Belo Horizonte (Foto: Filippo Bamberghi)

Sob o mesmo teto, feito de madeira de demolição, estão dispostas, por exemplo,cadeiras dos anos 1960 da L’Atelier, do designer Jorge Zalszupin, alguns itens de Sergio Rodrigues dos anos 1970, uma poltrona Teperman e outra da Móveis Cimo, indústria que fez história ao fabricar mobiliário em série já em 1913. Vistos da perspectiva de 2015, não se tornaram passado – conservam o esplendor de seu poder criativo, continuam azuis.

Casa Vintage em Belo Horizonte (Foto: Filippo Bamberghi)

Verdadeira ode aos encontros, a sala de jantar-cozinha, onde a mistura de épocas continua, dispõe, além da mesa, de uma série de banquetas que se enfileira junto à bancada larga. A marcenaria, idealizada pelo escritório de Juliana, oculta churrasqueira e forno de um lado e geladeira do outro. No centro, uma cristaleira deixa entrever o verde do lado de fora. As reuniões geralmente se estendem à área externa (“à noite, a iluminação é deliciosa”, comenta Juliana, uma frequentadora fiel).

Casa Vintage em Belo Horizonte (Foto: Filippo Bamberghi)

E quem assiste a tudo, com ares de rei, é o macaco de madeira entalhado pelo artesão mineiro Valdir Gomes Ribeiro. Perto dele, junto ao deque, a moradora desenhou, ela própria, o jardim de vegetação densa, uma pequena amostra de mata atlântica. O amor que sente pela madeira fica evidente em seu trabalho: ela dirige a Associação dos Plantadores de Mogno Africano, material que se vê na marcenaria do apartamento e ainda está presente em forma de mesa de centro da sala – uma raiz usada como escultura. Ou vice-versa.

*Matéria publicada em Casa Vogue #356 (assinantes têm acesso à edição digital da revista)

Casa Vintage em Belo Horizonte (Foto: Filippo Bamberghi)
Casa Vintage em Belo Horizonte (Foto: Filippo Bamberghi)
Casa Vintage em Belo Horizonte (Foto: Filippo Bamberghi)
Casa Vintage em Belo Horizonte (Foto: Filippo Bamberghi)
Casa Vintage em Belo Horizonte (Foto: Filippo Bamberghi)
Casa Vintage em Belo Horizonte (Foto: Filippo Bamberghi)
Clique aqui, para ler a matéria no site da globo.com.
PLANTAÇÃO DE MOGNO AFRICANO

Plantio de mogno africano (Khaya spp.) em sistemas agroflorestais

Andressa Ribeiro é professora da UFPIAndressa Ribeiro é professora da UFPI

Entende-se por sistema agroflorestal (SAF) o consórcio de culturas agrícolas e florestais em uma mesma área. O termo deriva claramente de duas áreas temáticas: a silvicultura e a agricultura, que por muito tempo foram institucionalmente separadas em termos de educação, pesquisa, desenvolvimento de políticas e suas implementações.

Nair (1993) definiu agroflorestas como sendo a classificação coletiva para sistemas de uso do solo onde plantas lenhosas perenes (árvores, arbustos, palmeiras, bambus, etc.) são deliberadamente utilizadas na mesma área de manejo que lavouras agrícolas e/ou animais, em algum arranjo espacial ou sequência temporal, existindo interações ecológicas e econômicas entre os diferentes componentes.

 

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DANA Internacional

 

A ABPMA esteve presente na DANA Internacional ( International Forest Industry Advisors ), no Rio de Janeiro em agosto de 2014,  onde o sr Fernando Castanheira discursou sobre ” O setor privado e a implementação da política  para florestas plantadas ”  e fomos convidados a participar da Câmara Setorial de Florestas Plantadas, o que muito nos honrou e que faremos nossa parte no cenário político para que as politicas florestais sejam realmente implementadas.

Para quem quiser saber mais sobre como foi evento acesse: www.danariotimberland2014.com

 

 

DANA INTERNACIONAL

 

ADQUIRA JÁ O CATALOGO ABPMA 2014

O primeiro Catalogo da ABPMA 2014, acaba de ser lançado!

A ABPMA produziu este Catalogo como material para divulgar o mogno africano; mostrar a extensão dos plantios no Brasil e como estamos usando esta nobre madeira na movelaria; e nossos parceiros exclusivos e selecionados para desenvolverem os primeiros trabalhos de design.   o objetivo de fazer contatos com compradores de madeiras nobres e indústrias de produtos e sub produtos de madeira. Estamos divulgando este nosso novo material para arquitetos e para o o segmento madeireiro produtivo em geral.

Nossa meta é:

  • Apresentar a eles a extensão do plantio que está sendo feito por todo o Brasil e a Associação.
  • Trazer para os associados as novidades em termos de produtos acabados feitos com as madeiras nobres.
  • Fotografar  e documentar todos os eventos em geral e impressões do mercado, por onde a ABPMA estiver.

Junto com o Catalogo, você receberá  um DVD inédito contendo fotografias do corte da Madeira no Pará, uma entrevista exclusiva feita na Hermes Ebanesteria que mostrou a produção de móveis usando a madeira Khaya Ivorensis;  fotografias do 2º Seminário de Mogno Africano – Pirapora – MG. Receberá também uma lâmina de Mogno africano na cor natural.

Adquira o Catalogo aqui pelo valor de custo mais o frete e receba no endereço que indicar.

Valor: R$ 40,00 mais frete.

Abaixo você poderá calcular o frete para o seu destino:



Clique aqui para calcular o valor do frete em CalcularFrete.com.br

Para mais informações de forma de pagamento e confirmação de compra, mande um e-mail para:

dayane@abpma.org.br ou ligue para  31 3308-6221

 

 

 

A VOLTA DO MOGNO

O Caderno de Negócios da Revista VEJA BH – Edição de 2 de Julho de 2014 – descreve o novo mercado moveleiro, que aposta na nova espécie da madeira nobre (Mogno Africano – Khaya Ivorensis). Confira na matéria abaixo, o  trabalho desenvolvido pela MstudioD  da arquiteta Marcela Menin e da Desing Marcela Tavares. Esta madeira foi adquirida pelo sr Ricardo, Presidente da ABPMA, de uma floresta de 20 anos no Estado do Pará.

Para ter acesso ao conteúdo na íntegra no site da VejaBH clique na imagem abaixo:

Materia Veja Bh

DVD 2º SEMINÁRIO

ADQUIRA JÁ O DVD DO 2º SEMINÁRIO DE MOGNO AFRICANO

O 2º Seminário de Mogno Africano,  aconteceu nos dias 11 e 12 de abril, em Pirapora, o evento, que contou com a presença de cerca de 550 pessoas, tratou da espécie Khaya ivorensis, suas formas de plantio e vantagens.

Quem foi ao evento prestigiou seis palestras, que abordaram desde o cultivo até o mercado para a venda do mogno. O seminário contou com uma visita guiada à fazenda Atlântica, para mostrar todos os processos para o plantio de mogno africano e os cuidados que se deve ter com essa madeira, e uma apresentação exclusiva da Sinfônica Jovem de Pirapora para os participantes, realizada de dentro do barco Benjamin Guimarães, o único no mundo que é movido à lenha. Além de conferir em primeira mão, os móveis feitos com o primeiro corte da madeira em Pára, Belém, produzidas por empresas da área moveleira com um belíssimo toque de design  são elas: Móveis Brasil, Hermes Ebanesteria, M Studio D e VM Studio.

Você que não conseguiu ir ao evento ou você que participou, mas, quer guardar em casa cada detalhe das palestras e do dia de campo, a ABPMA está disponibilizando o DVD completo do 2º Seminário, por um valor simbólico de apenas R$50.00 – com frete incluso – , caso você queira adquirir, entre em contato no telefone (31) 3308-6221 ou mande um e-mail para dayane@abpma.org.br

 

DVD 2º SEMINÁRIO

As características que tornam o genuíno mogno um favorito de longa data de trabalhadores de madeira são bem conhecidos, só não é tão comumente aceita como a definição de “genuíno.” Poderíamos facilmente argumentar que, se uma espécie de madeira é nomeada para a sua autenticidade, a alternativa tem ser uma falsificação, inferior ao negócio real. Quando se trata de Mogno, este raciocínio está longe de ser exato. Na verdade, Mogno Africano é tanto parte da família Meliaceae (mogno )como espécies da América do Sul e Central.

A distinção reside além da geografia nas classificações do gênero: Honduras ( “genuíno” ) Mogno faz parte do gênero Swietenia , enquanto as três espécies africanas fazem parte do gênero Khaya . Enquanto os mognos Khaya são distintos dos da espécie Swietenia de muitas maneiras, tornando este último preferível para alguns artesãos, a disponibilidade, sustentabilidade e acessibilidade das espécies africanas irão torná-los cada vez mais desejável para os outros. Continue lendo

LANÇAMENTO DO CATALOGO DA ABPMA

Nos dias 04 a 07 de junho acontecerá a maior feira de produtos madeireiros do mundo, que acontece bienalmente, em Nantes, na França.

A Secretária Executiva, Patricia Fonseca,  estará representando a ABPMA. Fará contatos com compradores de madeiras nobres e indústrias de produtos e sub produtos de madeira.

Os objetivos da ABPMA no evento:

  • Apresentar a extensão do plantio que está sendo feito por todo o Brasil e a Associação.
  • Um grande dealer de madeiras disponibilizou um espaço em seu stand para que a ABPMA possa deixar amostras de mogno com acabamentos diversos que  estão sendo testados. Atuará como intermediário  nas apresentações
  • Trazer para os associados as novidades em termos de produtos acabados feitos com as madeiras nobres.
  • Fotografar  e documentar a feira em geral e impressões do mercado.
  • Distribuir nosso Catalogo  às pessoas de interesse da ABPMA.

 

Segue o link do Catalogo  DA ABPMA, online:

http://issuu.com/rotellisouza/docs/book_abpma

 

Para quem quiser saber mais sobre a feira  poderá entrar no site:

www.timbershow.com/visiter

 

 

Reunião dos Associados da ABPMA

Como plantar?

Viveiro - Atlântica Agro

Viveiro de Fazenda associada: Fazenda Atlântica Agro.

Pode parecer simples, mas o plantio correto do mogno africano garante que as mudas irão se desenvolver da melhor maneira possível. Da preparação do solo até o crescimento da planta, tudo deve ser observado com a maior atenção. Veja abaixo dicas simples que garantem o sucesso da sua plantação.

O preparo do solo

– Atentar-se para a redução da competição por ervas daninha.

– Melhorar as condições físicas do solo.

– O preparo do solo pode ser realizado em faixas ou em área total. Porém o preparo do solo em área total, embora diminua o custo inicial de implantação promove ganhos indiretos em longo prazo, justificando o investimento.

– Para corrigir o solo, pode-se utilizar de 2,5 Kg a 3 Kg de calcário dolomítico e 600 Kg a 700 Kg de gesso/h, conforme o resultado da análise do solo e receituário agronômico.

Subsolagem

É rompimento da camada superficial do solo, o que possibilita o aumento, a sobrevivência e o crescimento das mudas uma vez que propicia o alcance das raízes a maiores profundidades, alem de promover menor exposição do solo, reduzindo perdas por erosão. Por ser uma operação que revolve o solo em profundidade, neste momento aproveita-se para realizar a adubação fosfatada.

Preparo das covas

– Pode ser aplicado 5 litros de esterco de galinha ou 10 litros de esterco bovino, 250 gr. de MAP e 150 gr. de termofosfato.

– Deve-se misturar bem o adubo com a terra para evitar alta concentração do mesmo em determinadas áreas.

– A cova precisa ser de no mínimo 50 cm x 50 cm x 50 cm, e depois de preparada, deve esperar 5 dias para plantar, pois o esterco precisa estabilizar.

Irrigação

Na fazenda Atlântica Agropecuária LTDA, cada planta recebe 10 litros de água por dia. Entretanto, como o sistema é por gotejamento, o ideal é que se forneça 40 litros de água a cada 4 dias.

– Para cada região há um projeto, portanto um técnico especializado deve ser contratado.

Fertirrigação

– Aplicação simultânea de fertilizantes e água, por meio de um sistema de irrigação.

– É uma das maneiras mais eficientes e econômicas de aplicar fertilizante às plantas.

– Nas condições de solo da Fazenda Atlântica LTDA a quantidade aplicada de adubo é de 270 Kg/ha de Nitrogênio, 270 Kg/ha de K2O e 90 Kg/ha de P2O5 , além de micronutrientes. Toda a adubação é parcelada em 12 vezes ao ano.

Plantio

Recomenda-se o espaçamento de 6m x 6m, pois é mais promissor no volume/ha e possui maior rendimento de madeira serrada.

– Após a marcação das covas, as mudas devem ser distribuídas manualmente em cada cova, em seqüência, chegando terra até a altura do colo da planta.

Pragas e Doenças

– Formigas e abelhas arapuá atacam árvores quando ainda são jovens.

– Na fase adulta tem ocorrido em algumas árvores a incidência do cancro, provocado por fungos, que causa lesões na casca do tronco. Se detectada a doença é preciso retirar à parte machucada e aplicar um fungicida a base de cobre.

Desbrota

– A desbrota é necessária aos plantios florestais quando se deseja obter toras de diâmetros elevados ao final da rotação.

– O objetivo é eliminar também árvores mal formadas, tortas, bifurcadas e doentes, mesmo que apresentem dimensões elevadas.

– Deve-se evitar a retirada de grupos de árvores e  procurar manter uma distribuição uniforme de espaçamento entre as  árvores remanescentes, evitando formação de clareiras e o crescimento de plantas invasoras entre as árvores.

Semente ou clone?

De acordo com o engenheiro agrônomo, João Emílio Dutra Matias, os clones tem registrado um arranque maior, ou seja, crescem mais que as sementes inicialmente. Isso se explica devido ao fato dos clones já terem todos os nutrientes necessários para seu desenvolvimento. Leandro Matias ressalta que nunca optaria por um ou outro. “Não faria uma floresta apenas com clones ou sementes. Acho um meio a meio mais viável. O desempenho deles varia de acordo com o tipo de solo, irrigação, clima de região. Além disso, baseamos nossas observações em apenas três anos, já que começamos a plantar clones somente recentemente”, afirma.

Preço

O preço da semente de mogno africano hoje está em R$ 4 acima de cinco mil mudas. Já os clones são comercializados a R$ 5. Segundo Ricardo Tavares, uma das provas de que o produtor rural está visualizando boa rentabilidade no longo prazo vem justamente da venda de mudas: só ano passado a Atlântica Agro um de nossos associados, comercializou mais de 400 mil.

1º Fórum sobre Mogno Africano

Nos dias 24 a 26 de maio de 2013, foi realizado no Município de Pirapora/MG, o “1° Fórum sobre Mogno Africano Khaya ivorensis“, o evento teve o patrocínio da Atlântica Agropecuária, empresa de propriedade do Sr. Ricardo Tavares, e apoio e realização da Associação Brasileira dos Produtores de Mogno Africano Khaya ivorensis (ABPMA), representada por sua Secretária Executiva, Patrícia Fonseca.

Este fórum procurou aproximar representantes de importantes universidades brasileiras, ente elas a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), dos produtores, membros da ABPMA e funcionários da Atlântica Agropecuária, somando mais de 60 pessoas.

A idéia foi discutir de maneira dinâmica os diversos aspectos que envolvem a produção desta espécie florestal, analisar seus desafios e potenciais de cultivo, e antecipar as demandas para os próximos anos, além de estudar o que vem sendo feito na Atlântica Agropecuária e demais produtores associados à ABPMA, e verificar o que já existe publicado à respeito.

Durante os três dias de evento, entre visitas práticas à campo, conversas e palestras, foram levantadas questões técnicas e operacionais à respeito do cultivo, e apontados alguns caminhos de pesquisa conforme abaixo:

• Melhoramento Genético: proposta de aumento na base genética, através de resgate de origem e estudo à introdução de novas matrizes, melhoramento visando qualidade de fuste, produtividade, resistência a pragas/doenças e ao estresse hídrico;

• Silvicultura e Tratos Culturais: otimização de estrutura de viveiros/jardins clonais, acompanhamento das atividades de preparo solo e plantio, fertilização, demais tratos culturais, proposta de experimento com diferentes espaçamentos;

• Consórcios, SAF’s e SASP’s: análise dos objetivos econômicos, sociais e ecológicos de projetos envolvendo o mogno africano, caso prático de cultivo em consórcio com retorno previsto em 12 meses, diferentes experiências no Brasil;

• Características e Utilização da Madeira: produtos madeireiros e não madeireiros, necessidade de estudos aspectos físico-mecânicos, avaliação em diferentes idades ao longo do ciclo, comparação diferentes espaçamentos e métodos de cultivo;

• Zoneamento e Adaptação: desenvolvimento e qualidade de madeira em diferentes ambientes, distribuição espacial na África, Brasil (SC ao PA) e no mundo, inventários florestais, levantamentos em viveiros, levantamento edafoclimático;

• Manejo Florestal e Certificação: estudos de espaçamento e desenvolvimento, certificação florestal para ampliação dos mercados, análise do potencial de crédito de carbono, possibilidade de uso em recomposição de reserva legal.

Entre os palestrantes e colaboradores merecem ser citados o Prof. Antonio Lelis (UFV), responsável pela apresentação dos Campos Experimentais I (idealizado pelo Prof. Ítalo Falesi) e II (de sua autoria), a Doutoranda em Eng. Florestal Andressa Ribeiro (UFLA), que apresentou os inventários florestais e comparação do desempenho em diferentes áreas de cultivo nos municípios de Pirapora e S. Roque de Minas (ambos em MG), o Eng. Florestal Rildo Moreira (Coordenador E.E.C.F. Anhembi – ESALQ/USP), que auxiliou na avaliação do sistema radicular de mudas seminais e clonais em trincheiras (raízes pivotantes/fasciculadas), os Profs. Luciana Duque e Ciro Righi (ESALQ/USP) e a Profa. Graziela Vidaurre (UFES), que assumiram a mediação dos Grupos de Trabalho, o Eng. Agrônomo João Emílio Matias, gerente geral da Atlântica Agropecuária e responsável pela maioria das explanações sobre a mesma, e o Sr. Antonio Serrati, proprietário do Sítio Esperança que conduziu a visita à campo naquela propriedade.

Enquanto as questões levantadas forem sendo respondidas e os trabalhos de pesquisa desenvolvidos, alguns pontos já podem ser listados como resultados positivos deste encontro:
• Fomento ao desenvolvimento de estudos específicos para o mogno africano (Khaya ivorensis);

• Oportunidades para que se dediquem esforços à uma cultura diferente das tradicionais espécies madeireiras cultivadas no Brasil (pinus e eucalipto);

• Disponibilização da estrutura da Atlântica Agropecuária para propostas e projetos de pesquisa em diversas áreas de concentração;

• Abertura da ABPMA à todos os participantes que quiserem se aprofundar no cultivo de mogno africano;

• Promoção do intercâmbio de conhecimentos entre diversas universidades, como forma a otimizar esforços e recursos.

Iniciativas deste tipo devem ser disseminadas e apoiadas, afinal quando se fala de uma floresta com corte previsto depois de uma década do plantio, ainda temos muitos anos de trabalho e pesquisa pela frente. Saudações florestais à todos!

Comitê Organizador do “1° Fórum sobre Mogno Africano Khaya ivorensis” – ABPMA

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