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LANÇAMENTO DO CATALOGO DA ABPMA

Nos dias 04 a 07 de junho acontecerá a maior feira de produtos madeireiros do mundo, que acontece bienalmente, em Nantes, na França.

A Secretária Executiva, Patricia Fonseca,  estará representando a ABPMA. Fará contatos com compradores de madeiras nobres e indústrias de produtos e sub produtos de madeira.

Os objetivos da ABPMA no evento:

  • Apresentar a extensão do plantio que está sendo feito por todo o Brasil e a Associação.
  • Um grande dealer de madeiras disponibilizou um espaço em seu stand para que a ABPMA possa deixar amostras de mogno com acabamentos diversos que  estão sendo testados. Atuará como intermediário  nas apresentações
  • Trazer para os associados as novidades em termos de produtos acabados feitos com as madeiras nobres.
  • Fotografar  e documentar a feira em geral e impressões do mercado.
  • Distribuir nosso Catalogo  às pessoas de interesse da ABPMA.

 

Segue o link do Catalogo  DA ABPMA, online:

http://issuu.com/rotellisouza/docs/book_abpma

 

Para quem quiser saber mais sobre a feira  poderá entrar no site:

www.timbershow.com/visiter

 

 

Reunião dos Associados da ABPMA

Onças de Mogno Africano - Foto: Marcelo Andre

Da mais alta qualidade

Maior valor agregado e mercado garantido. Essas são as promessas das madeiras nobres, um investimento de longo prazo e conhecido como aposentadoria verde. Sua produção vem tornando o mercado florestal mais atrativo a cada ano, isso porque elas oferecem grandes vantagens como maleabilidade, leveza e resistência. Apresentam, ainda, excelente isolamento térmico e acústico, tendo a capacidade de tornar os espaços ainda mais confortáveis. Continue lendo

Troca de conhecimentos

Otimizar o tempo, melhorar a produção e ter mais lucro são alguns dos muitos sonhos dos produtores. E alternativas para possibilitar isso foram apresentadas durante o 2º Seminário de Mogno Africano, que aconteceu nos dias 11 e 12 de abril, em Pirapora, na região norte de Minas Gerais. O evento, que contou com a presença de aproximadamente 550 pessoas, tratou da espécie Khaya ivorensis, suas formas de plantio e vantagens.

2º Seminário Mogno Africano - Pirapora/ MG

2º Seminário Mogno Africano – Pirapora/ MG

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Seminário de Mogno Africano terá “Sinfonia do Velho Chico”

frente

Os interessados em participar do 2° Seminário Brasileiro de Mogno Africano terão um motivo a mais para estar em Pirapora (MG) nos dias 11 e 12 de abril.

A Banda Sinfônica Jovem de Pirapora fará uma apresentação exclusiva do “Sinfonia do Velho Chico” para o público do seminário.

O lendário e centenário Vapor Benjamim Guimarães ancorado às margens do

Rio São Francisco é o palco.

A sessão será no dia 11/04 às 22 horas, após as atividades do primeiro dia do seminário.

O evento é uma promoção da Associação Brasileira de Produtores de Mogno Africano e conta com o patrocínio da Atlântica Agro.

Mais informações e detalhes sobre inscrições podem ser obtidos através do telefone (38) 3741-3364.

verso

 

Pesquisa sobre o mercado mundial de Mogno Africano na atualidade

Segue abaixo uma pequena pesquisa que sem pretensão de precisão, e mais como um olhar generalizado e intuitivo sobre o mercado mundial de mogno africano. O Ricardo, presidente da ABPMA, pediu a um amigo que lida com mercado madeireiro e florestas na Europa e África, que respondesse algumas perguntas que elaboramos.

  • Quais os principais países produtores de Khaya ivorensis?  De onde provem o mogno serrado ou em tora comprado pelas distribuidoras européias?  

O Khaya ivorensis provem da África da Oeste (Cote d’ivoire, Ghana, Liberia …) mas também encontra-se na África Central,  na República Democrática du Congo (ex- Belga),  Republique du Congo (ex- Frances), Camarões e Gabão. Não tem plantações de mogno ainda e a produção provem da exploração das florestas naturais. Quer dizer que para as empresas européias presentes na África é difícil desenvolver o Khaya, já que esta espécie não é muito abundante nas florestas nativas da África Central e que na África do Oeste, quase não tem mais florestas e nem plantações.  A maioria das exportações provem da África Central.

  • Quais as principais utilidades do mogno serrado aqui na Europa?

O mercado principal do Mogno é Inglaterra e Estados Unidos em substituição do swietenia macrophylla. Não á tão utilizado na França, mas é conhecido. Acredito que a grande atração do Khaya provem do mercado anglo-saxão. As utilidades são: marcenaria e carpintaria. (não é para construção )

  • Qual preços CIF e FOB desta Madeira serrada e em tora?

Na maioria dos países africanos, a exportação das toras é proibida. Esta medida foi tomada para promover o processamento local. A exportação é totalmente proibida em Camarões, Costa do Marfim, Gabão e num futuro próximo será também proibida nos outros países.  Nos poucos países onde ainda tem exportação de toras, a malha logística não permite desenvolver muito esse tipo de exportação. O preço da Madeira serrada está entre 550 Euros/ m3 e 700 Euros/ m3 FOB . Acho que estes preços não representam o potencial do produto, já que o mercado não foi muito trabalhado. Porém é muito abaixo dos preços que vocês nos mostraram.

  • Quais as dimensões de Madeira mais compradas? (Largura, comprimento, altura)

Espessor 26 – 52 cm e comprimento standard

  • Tem interesse em desenvolverem novos clientes.

As pessoas que contatei são da África. Parece que o mercado principal não é a Franca. Porém Khaya é claramente uma espécie interessante do ponto de vista comercial pela sua semelhança com Swietenia. A situação difícil da África explica porque as empresas africanas de origem européia do setor madeireiro não fazem esforços para desenvolver o produto.

  • Se acham que o mercado de mogno poderia ser mais ofertado? Ter mais matéria prima para comprar?

Para desenvolver esse mercado, mais matéria prima é necessária. Hoje as empresas respondem à demanda sem estratégia comercial.

  •  Conclusão geral:

O Mogno (Khaya ivorensis) é uma espécie muito interessante, particularmente para o mercado americano. Encontrei na Colômbia um investidor que está semeando Caoba ( a versão Swietenia). Ele me assegurou que o mercado americano está procurando por tudo quanto é lado Mahogany.  A sua previsão de preços em 10-15 anos fica muito acima dos preços atuais para madeira serrada.  Porém os preços que vocês indicaram não são os preços constatados no mercado atual.

1º Fórum sobre Mogno Africano

Nos dias 24 a 26 de maio de 2013, foi realizado no Município de Pirapora/MG, o “1° Fórum sobre Mogno Africano Khaya ivorensis“, o evento teve o patrocínio da Atlântica Agropecuária, empresa de propriedade do Sr. Ricardo Tavares, e apoio e realização da Associação Brasileira dos Produtores de Mogno Africano Khaya ivorensis (ABPMA), representada por sua Secretária Executiva, Patrícia Fonseca.

Este fórum procurou aproximar representantes de importantes universidades brasileiras, ente elas a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), dos produtores, membros da ABPMA e funcionários da Atlântica Agropecuária, somando mais de 60 pessoas.

A idéia foi discutir de maneira dinâmica os diversos aspectos que envolvem a produção desta espécie florestal, analisar seus desafios e potenciais de cultivo, e antecipar as demandas para os próximos anos, além de estudar o que vem sendo feito na Atlântica Agropecuária e demais produtores associados à ABPMA, e verificar o que já existe publicado à respeito.

Durante os três dias de evento, entre visitas práticas à campo, conversas e palestras, foram levantadas questões técnicas e operacionais à respeito do cultivo, e apontados alguns caminhos de pesquisa conforme abaixo:

• Melhoramento Genético: proposta de aumento na base genética, através de resgate de origem e estudo à introdução de novas matrizes, melhoramento visando qualidade de fuste, produtividade, resistência a pragas/doenças e ao estresse hídrico;

• Silvicultura e Tratos Culturais: otimização de estrutura de viveiros/jardins clonais, acompanhamento das atividades de preparo solo e plantio, fertilização, demais tratos culturais, proposta de experimento com diferentes espaçamentos;

• Consórcios, SAF’s e SASP’s: análise dos objetivos econômicos, sociais e ecológicos de projetos envolvendo o mogno africano, caso prático de cultivo em consórcio com retorno previsto em 12 meses, diferentes experiências no Brasil;

• Características e Utilização da Madeira: produtos madeireiros e não madeireiros, necessidade de estudos aspectos físico-mecânicos, avaliação em diferentes idades ao longo do ciclo, comparação diferentes espaçamentos e métodos de cultivo;

• Zoneamento e Adaptação: desenvolvimento e qualidade de madeira em diferentes ambientes, distribuição espacial na África, Brasil (SC ao PA) e no mundo, inventários florestais, levantamentos em viveiros, levantamento edafoclimático;

• Manejo Florestal e Certificação: estudos de espaçamento e desenvolvimento, certificação florestal para ampliação dos mercados, análise do potencial de crédito de carbono, possibilidade de uso em recomposição de reserva legal.

Entre os palestrantes e colaboradores merecem ser citados o Prof. Antonio Lelis (UFV), responsável pela apresentação dos Campos Experimentais I (idealizado pelo Prof. Ítalo Falesi) e II (de sua autoria), a Doutoranda em Eng. Florestal Andressa Ribeiro (UFLA), que apresentou os inventários florestais e comparação do desempenho em diferentes áreas de cultivo nos municípios de Pirapora e S. Roque de Minas (ambos em MG), o Eng. Florestal Rildo Moreira (Coordenador E.E.C.F. Anhembi – ESALQ/USP), que auxiliou na avaliação do sistema radicular de mudas seminais e clonais em trincheiras (raízes pivotantes/fasciculadas), os Profs. Luciana Duque e Ciro Righi (ESALQ/USP) e a Profa. Graziela Vidaurre (UFES), que assumiram a mediação dos Grupos de Trabalho, o Eng. Agrônomo João Emílio Matias, gerente geral da Atlântica Agropecuária e responsável pela maioria das explanações sobre a mesma, e o Sr. Antonio Serrati, proprietário do Sítio Esperança que conduziu a visita à campo naquela propriedade.

Enquanto as questões levantadas forem sendo respondidas e os trabalhos de pesquisa desenvolvidos, alguns pontos já podem ser listados como resultados positivos deste encontro:
• Fomento ao desenvolvimento de estudos específicos para o mogno africano (Khaya ivorensis);

• Oportunidades para que se dediquem esforços à uma cultura diferente das tradicionais espécies madeireiras cultivadas no Brasil (pinus e eucalipto);

• Disponibilização da estrutura da Atlântica Agropecuária para propostas e projetos de pesquisa em diversas áreas de concentração;

• Abertura da ABPMA à todos os participantes que quiserem se aprofundar no cultivo de mogno africano;

• Promoção do intercâmbio de conhecimentos entre diversas universidades, como forma a otimizar esforços e recursos.

Iniciativas deste tipo devem ser disseminadas e apoiadas, afinal quando se fala de uma floresta com corte previsto depois de uma década do plantio, ainda temos muitos anos de trabalho e pesquisa pela frente. Saudações florestais à todos!

Comitê Organizador do “1° Fórum sobre Mogno Africano Khaya ivorensis” – ABPMA

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